Hipertensão: o inimigo silencioso que afeta milhões de sergipanos

No Brasil, 38 milhões de pessoas têm pressão alta. A maioria não sabe.

Não porque o exame seja difícil ou caro. Mas porque a hipertensão, na maior parte dos casos, não dói, não incomoda, não dá sinal. Ela age em silêncio — e só aparece quando já causou dano ao coração, ao cérebro ou aos rins.

Como cirurgião e gestor do ICASE, acompanho de perto o trabalho da nossa equipe de cardiologia. E posso afirmar: a hipertensão não tratada é uma das situações mais evitáveis que existem na medicina e uma das que mais ceifam vidas por descuido.

Este post foi escrito para que você entenda o que é a hipertensão, por que ela é perigosa, quais são os sinais de alerta e o que fazer para proteger sua saúde agora.

O que é hipertensão arterial?

Hipertensão arterial é quando a pressão do sangue nas artérias fica persistentemente elevada acima de 140×90 mmHg em adultos. Isso força o coração a trabalhar mais do que deveria, e desgasta as paredes dos vasos ao longo do tempo.

A pressão arterial tem dois números:

  • Sistólica (o primeiro): pressão quando o coração bate
  • Diastólica (o segundo): pressão quando o coração descansa entre os batimentos

Valores de referência para adultos:

  • Normal: abaixo de 120×80 mmHg
  • Limítrofe (pré-hipertensão): entre 130×80 e 139×89 mmHg — atenção necessária
  • Hipertensão estágio 1: entre 140×90 e 159×99 mmHg
  • Hipertensão estágio 2: acima de 160×100 mmHg — risco alto
  • Crise hipertensiva: acima de 180×120 mmHg — emergência médica

Um número alto isolado pode acontecer por estresse ou ansiedade. O diagnóstico de hipertensão exige medições repetidas, em repouso, em dias diferentes.

Por que a hipertensão é chamada de ‘assassina silenciosa’?

A resposta está na ausência de sintomas. A esmagadora maioria dos hipertensos não sente absolutamente nada especialmente nos estágios iniciais.

Nenhuma dor. Nenhum sinal visível. Nenhum aviso.

Enquanto isso, a pressão elevada vai danificando silenciosamente:

  • As artérias — que perdem elasticidade e ficam mais propensas a entupir ou romper
  • O coração — que cresce e enfraquece pela sobrecarga
  • O cérebro — com risco crescente de AVC
  • Os rins — que filtram o sangue e são extremamente sensíveis à pressão alta
  • Os olhos — com risco de retinopatia e perda progressiva de visão

Quando os sintomas aparecem dor de cabeça intensa, visão turva, falta de ar geralmente já é uma crise hipertensiva. E crises hipertensivas matam.

É por isso que medir a pressão regularmente não é preciosismo. É a única forma de saber.

Quais são os sintomas? E quando a pressão alta realmente avisa?

Na hipertensão crônica, os sintomas são raros. Mas em picos agudos de pressão, alguns sinais podem surgir:

  • Dor de cabeça forte especialmente na nuca, ao acordar
  • Tontura e sensação de desequilíbrio
  • Visão embaçada ou pontos de luz
  • Falta de ar sem esforço físico
  • Batimentos cardíacos acelerados ou irregulares
  • Sangramento nasal espontâneo
  • Dor no peito

Importante: esses sintomas não são exclusivos da hipertensão. Mas se você os sente com frequência, meça sua pressão. Se estiver acima de 180×120 mmHg, procure atendimento de emergência imediatamente.

Fatores de risco: quem tem mais chance de desenvolver hipertensão?

Alguns fatores de risco não dependem de você mas a maioria, sim.

Fatores que não podemos controlar:

  • Histórico familiar de hipertensão ou doenças cardiovasculares
  • Idade acima de 45 anos (em homens) e 55 anos (em mulheres)
  • Raça negra — com prevalência e gravidade maiores

Fatores que podemos controlar:

  • Excesso de sal na alimentação — o Nordeste tem uma das maiores médias de consumo de sódio do país
  • Sedentarismo
  • Sobrepeso e obesidade
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Estresse crônico e sono de má qualidade
  • Diabetes e colesterol alto sem controle

Se você tem dois ou mais fatores de risco controlável, a recomendação não é esperar: é agir agora.

Quais são as complicações da hipertensão não tratada?

A hipertensão não mata diretamente ela mata pelas suas consequências. E essas consequências são graves:

  • Infarto agudo do miocárdio: a hipertensão é o principal fator de risco para o entupimento das artérias coronárias
  • AVC isquêmico ou hemorrágico: a hipertensão é responsável por mais de 50% dos AVCs no Brasil
  • Insuficiência cardíaca: o coração sobrecarregado perde a capacidade de bombear sangue com eficiência
  • Insuficiência renal crônica: os rins perdem função progressivamente sob pressão elevada
  • Aneurisma aórtico: dilatação perigosa da maior artéria do corpo, com risco de ruptura
  • Perda de visão: a retinopatia hipertensiva pode evoluir para cegueira irreversível
  • Disfunção erétil: frequentemente associada à hipertensão e ao dano vascular em homens

Toda essa lista tem algo em comum: é evitável. Com diagnóstico e tratamento corretos, o risco de todas essas complicações cai drasticamente.

Como é feito o diagnóstico da hipertensão?

O diagnóstico de hipertensão arterial é clínico e simples mas exige critério. Uma única medição elevada não é suficiente para confirmar. O protocolo correto envolve:

  • Pelo menos duas medições em repouso, em dias diferentes
  • Avaliação do histórico clínico e familiar
  • Exame físico completo

A partir do diagnóstico, o cardiologista define a gravidade e solicita exames para avaliar o impacto da pressão nos órgãos-alvo:

  • Eletrocardiograma (ECG): avalia o ritmo e a carga de trabalho do coração
  • Ecocardiograma: imagem do coração em tempo real — identifica hipertrofia e disfunções
  • Teste ergométrico: monitora a pressão e o coração durante esforço físico
  • MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial): mede a pressão ao longo de 24 horas, inclusive durante o sono
  • Exames de sangue e urina: avaliam função renal, glicemia, colesterol e eletrólitos

No ICASE, todos esses exames são realizados na própria clínica, com agendamento ágil e laudos em tempo hábil.

Como é o tratamento da hipertensão?

A hipertensão não tem cura mas tem controle total. E pacientes bem tratados vivem com qualidade de vida plena, sem limitações.

O tratamento combina duas frentes:

1. Mudança de estilo de vida

  • Redução do sódio: menos de 5g de sal por dia (equivale a 1 colher de chá). Evite embutidos, temperos prontos e ultraprocessados
  • Atividade física regular: 30 minutos de caminhada moderada, 5 vezes por semana, reduz a pressão em até 8 mmHg
  • Controle do peso: perder 5 kg já pode reduzir significativamente a pressão arterial
  • Parar de fumar: o cigarro aumenta a pressão e danifica os vasos de forma irreversível
  • Limitar o álcool: no máximo uma dose por dia para mulheres, duas para homens
  • Qualidade do sono: a privação de sono aumenta a pressão e o risco cardiovascular

2. Medicação anti-hipertensiva

Quando a mudança de hábitos não é suficiente ou quando a pressão já está em estágio avançado o cardiologista prescreve medicamentos. Existem diversas classes disponíveis, com perfis de segurança excelentes e boa tolerância.

Regra fundamental: nunca interrompa a medicação por conta própria, mesmo que a pressão esteja controlada. A pressão está controlada justamente porque você está tomando o remédio.

Quando consultar um cardiologista em Aracaju?

Não espere ter uma crise para marcar consulta. Procure um cardiologista se:

  • Sua pressão está acima de 130×85 mmHg em medições repetidas
  • Você tem histórico familiar de infarto, AVC ou morte cardiovascular precoce
  • Tem diabetes, colesterol alto ou obesidade
  • Sente dor de cabeça frequente, tontura ou cansaço sem explicação
  • Tem mais de 35 anos e nunca fez um check-up cardiológico
  • Usa medicação para pressão há anos sem acompanhamento especializado

O ICASE tem uma das equipes cardiológicas mais completas de Aracaju. São médicos especializados, com estrutura para consulta, exames e diagnóstico no mesmo local sem você precisar correr de clínica em clínica.

Agende agora pelo WhatsApp: (79) 99992-5454 — ou acesse icasesaude.com.br/agendamento.



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